Resumo executivo da fase de testes com as entidades parceiras.
O volume total engana, e por isso o relatório separa dois grupos. Homologação interna (SPC + escol.ai): 1.131 perguntas de 6 pessoas, em baterias de teste com repetição deliberada — serve para medir qualidade, não adoção. Parceiros (CDLs, federações e associações): 100 perguntas de 26 pessoas em uso espontâneo no balcão — amostra relativamente pequena comparado aos testes
Sobre adoção, das 59 contas provisionadas, 10 pessoas entraram e nunca perguntaram nada; das 32 que perguntaram, 5 usaram em um poucas vezes.
A diferença entre os dois números não é falha do assistente — é falta de conteúdo na base. Quando a pergunta é sobre algo que está na base, o SPChat responde. Quando é sobre algo que nunca foi carregado, ele reconhece que não tem a informação e encaminha ao atendimento oficial.
Dois sinais de qualidade que sustentam a leitura acima: zero reclamações explícitas em todo o período (nenhum "não entendi", "não é isso", "está errado") e zero valores ou dados inventados. As 138 repetições de pergunta registradas vieram todas da homologação interna, com padrão de varredura sistemática — "score 441 é risco médio ou alto?" seguido de "score 440?" 18 segundos depois. Nenhuma partiu de parceiro.
Nenhuma das 58 ficou sem resposta por erro de interpretação ou por limitação do modelo. Em todas, a informação pedida não existia na base de conhecimento: a base da POC foi montada a partir do material de treinamento do portfólio padrão, e o parceiro pergunta sobre o que está vendendo naquele momento. Agrupadas, as lacunas apontam três frentes de curadoria:
| O que faltava na base | Perguntas |
|---|---|
| Fichas de consulta por código. A base cobre os produtos do treinamento (677, 678, Score PJ MEI, Cadastro Positivo). Não cobre o resto do catálogo que o parceiro usa no balcão: 323, 325, 668, 679, 680, 750, SPC Maxi, SPC Localiza PF, Valida Celular, Monitora +, Radar de Recuperação, Relatório Completo, CCF/CMC7, CADIN, tipos de cheque e informações Agro. "Qual a diferença entre a consulta 323 e a 325?" · "Em qual consulta vejo informação de cheque expirado?" | 27 |
| Processos operacionais da plataforma. A base é de conteúdo comercial; não há material sobre como operar o sistema. "Como libero o acesso para o associado?" · "Como cadastro valores no parâmetro de faturamento?" | 16 |
| Argumentação e comparativo de concorrência. Existe argumentação para os produtos do treinamento, mas não para os demais códigos, nem material formal SPC × Serasa/Boa Vista. "Como argumento a vantagem da 679 para um associado que já usa Serasa?" | 15 |
São 58 ocorrências, 48 perguntas distintas. Delas, 25 partiram de parceiros — e a frente de fichas por código, sozinha, resolve a maior parte: pelas contas do próprio período, padronizar uma ficha por código de consulta (composição, insumos, quando usar, diferença para os vizinhos) levaria a assertividade com parceiros de 65% para cerca de 90%.
Consolidando só o uso de parceiros: 69% das perguntas são "qual consulta usar e o que ela entrega", 17% são "como recomendar ao associado" e 14% são operação e regras da entidade. O padrão é sempre o mesmo — o parceiro está com o associado na frente, tem o código da consulta na mão e quer a diferença em uma frase. É exatamente o tipo de dúvida que hoje vira ligação para o SAE ou chamado no Atende Salesforce.
A tecnologia não é o gargalo — o conteúdo é. Antes de discutir expansão, vale uma frente curta de curadoria fechando o catálogo de consultas por código. É o que muda o resultado percebido pelo parceiro, e é mensurável em semanas.